O Sindicato da Construção entende que é tempo de ser reconhecido o contributo dos trabalhadores para o crescimento económico do país. E, por isso, pretende que as diferenças salariais entre operários qualificados e não qualificados, que praticamente desapareceram por via do aumento do salário mínimo nacional, sejam reposta. Em causa estão aumentos salariais unitários que variam entre os 70 e os 100 euros. A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) diz que é preciso rever o contrato coletivo de trabalho, “em nome da competitividade do setor e da saúde das empresas”. “Um operário qualificado de 1.ª, por exemplo um carpinteiro, um pintor ou um condutor manobrador ganha hoje o mesmo que um servente, por via do aumento do salário mínimo nacional. E isto não pode continuar”, diz Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção. O Dinheiro Vivo sabe que a proposta a apresentar às associações patronais passa por estabelecer em 657 euros por mês (mais 100 euros do que o salário mínimo) o ordenado de um operário de 1ª e em 637 euros mensais o vencimento de um operário de 2.ª. “Estas propostas são materializáveis com empresários de pequena, média ou grande dimensão”, garante Albano Ribeiro que exige: “Acabe-se com os patrões no setor!”. Fonte: dinheirovivo.pt
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